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sábado, 22 de abril de 2017

“A trincheira do comunismo nunca pode ser abandonada” (FMR)

Em homenagem aos 9 anos da morte de Francisco Martins Rodrigues reproduzimos abaixo o texto da camarada Ana Barradas, publicado no blog Bandeira Vermelha.

Ana Barradas

Hoje, 22 de Abril, faz 9 anos que faleceu Francisco Martins Rodrigues. Falar de FMR é falar de uma vida que se orientou desde cedo numa única direcção da qual nunca se afastou: a luta por uma sociedade livre de exploração em que a classe operária pudesse derrubar a burguesia, desenvolver-se e criar o seu próprio sistema de poder.

Mas este trajecto de mais de 60 anos de militância comunista confrontou-se com várias fases de consciência revolucionária. Nos diversos patamares dessa consciência, registaram-se rupturas profundas. É análise dessas sucessivas rupturas que nos dá o traço da evolução de um pensamento que nunca se fixou em dogmas.

A primeira foi a crítica ao engodo do PCP pela unidade com os democratas e o abandono da aliança operário-camponesa.

segunda-feira, 6 de março de 2017

A Contribuição da Mulher na Construção do Socialismo - V. I. Lenin.

rosa-luxemburgo.jpg
Dando continuidade às homenagens ao Dia Internacional da Mulher, apresentamos agora um breve artigo de Lenin, de 1919, no qual ele apresenta resumidamente as iniciativas tomadas na União Soviética após a revolução, medidas práticas focadas em retirar a mulher da escravidão doméstica e deixa-la livre para se inserir no processo revolucionário.
É importante destacar a vinculação que Lenin estabelece da construção do comunismo com a emancipação da mulher: "A verdadeira emancipação da mulher, o verdadeiro comunismo, só começará onde e quando comece a luta das massas (dirigida pelo proletariado, que detém o poder do Estado), contra a pequena economia doméstica ou melhor, onde comece a transformação em massa dessa economia na grande economia socialista."
Cem Flores


A Contribuição da Mulher na Construção do Socialismo[1]
V. I. Lénine
28 de Julho de 1919 

Tomemos a situação da mulher. Nenhum partido democrático do mundo, em nenhuma das repúblicas burguesas mais progressistas, realizou a esse respeito, em dezenas de anos, nem mesmo a centésima parte daquilo que nós fizemos apenas no primeiro ano de nosso poder. Não deixamos literalmente pedra sobre pedra de todas as abjetas leis sobre as limitações dos direitos da mulher, sobre as restrições do divórcio, sobre as odiosas formalidades às quais estava vinculado, sobre a possibilidade de não reconhecer os filhos naturais, sobre a investigação de paternidade etc., leis cujas sobrevivências, para vergonha da burguesia e do capitalismo, são muito numerosas em todas os países civilizados. Temos mil vezes o direito de estar orgulhosos daquilo que fizemos nesse terreno. Mas quanto mais limparmos o terreno do entulho das velhas leis e instituições burguesas, melhor vemos que com isso apenas limpamos o terreno para construir e não empreendemos ainda a própria construção. 

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Marighella presente!

Em 05 de dezembro de 1911 nascia em Salvador, Bahia, o dirigente comunista Carlos Marighella. Cem Flores apresenta  no vídeo abaixo uma pequena homenagem ao comandante revolucionário. Sua vida é, para nós, um exemplo a todos os revolucionários do Brasil e do mundo.


Acesse aqui o link para o vídeo no Youtube.

domingo, 27 de novembro de 2016

Morreu um revolucionário. Viva a Revolução!

"É possível que muitos comecem agora a compreender a Revolução em todo o seu significado e em toda a sua grandeza, porque, inclusive, essa era uma palavra muito em voga, muito repetida e que para muitas pessoas não tinha senão um significado sonoro, uma ideia confusa, porque, inclusive, se chamava revolução a qualquer coisa e qualquer um se chamava de revolucionário. E parecia fácil uma revolução e, no entanto, uma revolução não é uma tarefa fácil. Uma revolução não é um acontecimento simples na história de um povo. Uma revolução é um acontecimento complexo e difícil, e que tem, além disso, a virtude de ser uma grande mestra, porque vai nos ensinando durante sua marcha, e sua marcha vai fortalecendo a consciência do povo e sua marcha nos vai ensinando o que é uma revolução" (24/02/1960)[1].

"A classe operária a mantinham impotente, a mantinham dividida, não lutando pelas verdadeiras metas pelas quais deve lutar a classe operária. E vocês sabem qual é a primeira meta pela qual deve lutar a classe operária, a única meta pela qual deve lutar fundamentalmente uma classe operária em um país moderno? Pela conquista do poder político! Porque a classe operária é uma classe absolutamente majoritária, a classe operária é a classe fecunda e criadora, a classe operária é a que produz quanta riqueza material exista num país. E enquanto o poder não esteja em suas mãos, enquanto a classe operária permita que o poder esteja nas mãos dos patrões que a exploram, dos latifundiários que a exploram, dos monopólios que a exploram, dos interesses estrangeiros ou nacionais que a exploram, enquanto as armas estejam nas mãos da camarilha a serviço desses interesses e não nas suas próprias mãos, a classe operária estará condenada, em qualquer parte do mundo, a uma existência miserável, por muitas que sejam as migalhas que, da mesa da festa, os grandes interesses e os grandes privilégios lancem sobre ela" (14/12/1960)[2].

terça-feira, 20 de outubro de 2015

"A GLÓRIA DE UM COMUNISTA É LUTAR DE FORMA INCANSÁVEL E PERSISTENTE POR FAZER A REVOLUÇÃO NO SEU PAÍS" - Carlos Morais, dirigente comunista da Galícia.

Reproduzimos abaixo o discurso do camarada Carlos Morais, dirigente do Primeira Linha, organização comunista da Galícia, realizado em 11 de outubro, o Dia da Galícia Combatente.
Nessa intervenção o dirigente galego afirma a necessidade da organização do "partido comunista combatente, patriótico e revolucionário" como alternativa para se atingir o objetivo de "tomar o poder para construir uma nova sociedade num novo País".
Mostra que "sem uma direção e uma nítida orientação operária o movimento de libertação nacional está condenado ao fracasso" e afirma a necessidade de "combater sem trégua o fetichismo eleitoral, o movimentismo cidadanista e desmascarar o ilusionismo de mudar o regime empregando a sua empodrecida e corrupta estrutura jurídico-política"
Afirma ainda com precisão: "A glória de um comunista é lutar de forma incansável e persistente por fazer a Revolução no seu país como o melhor contributo a felicidade do povo trabalhador e à emancipação da humanidade".
O original pode ser lido aqui. Mantivemos o discurso em galego, língua que é parte da luta de libertação desse povo do domínio colonial espanhol.




DISCURSO DE CARLOS MORAIS NO DIA DA GALIZA COMBATENTE

Boa tarde camaradas!

Saudaçons comunistas, revolucionárias e patrióticas!

Por primeira vez desde que o Dia da Galiza Combatente foi instaurado por NÓS-UP em 2001, Primeira Linha convoca esta importante data do calendário político do movimento de libertaçom nacional galego.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Lenin: En los Primeros Dias de Octubre

Se você não conseguir visualizar o livro, clique aqui.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Viva o 1º de Maio! Viva o Dia Internacional dos Trabalhadores!

Em comemoração ao Dia Internacional dos Trabalhadores o Coletivo Cem Flores preparou o vídeo abaixo como homenagem àqueles que constroem esse mundo e que um dia serão os donos dele.


Viva o 1º de Maio! Viva o Dia Internacional dos Trabalhadores!



Pode-se acessar o vídeo no Youtube
https://www.youtube.com/watch?v=b9ngiUitenE

ou no Facebook
https://www.facebook.com/CemFloresDesabrochem/videos/889531021106340/?pnref=story


segunda-feira, 27 de abril de 2015

Inês Etienne Romeu: uma exemplo de revolucionária.



É com imenso pesar que o coletivo Cem Flores informa o falecimento hoje da revolucionária Inês Etienne Romeu. Sua vida, desde os primeiros anos de juventude até seus últimos dias, foi um exemplo de dedicação à luta de nosso povo. Seu nome nunca será esquecido entre aqueles que lutam para construir a verdadeira libertação do povo brasileiro.
Inês estará sempre presente por seu exemplo de vida em nossa memória.

Indicamos ainda, nessa homenagem a Inês Etienne Romeu, o depoimento de familiares e amigos da guerrilheira à Comissão Nacional da Verdade, que mostram toda a valentia de sua vida heróica. Acessem no link abaixo:
https://www.youtube.com/watch?v=MCxW3W0Qu9w






terça-feira, 14 de abril de 2015

Eduardo Galeano: presente!

Reproduzimos abaixo, como homenagem ao grande escritor que faleceu ontem em Montevidéu, Uruguai, a introdução do seu livro As Veias Abertas da América Latina. 
Essa obra, de 1971, é uma profunda denúncia da colonização mercantilista/imperialista que caracterizou (e ainda caracteriza) a história de nosso continente. Segue extremamente atual.
Conhecer nossa realidade como ela concretamente é, e não como a ideologia burguesa busca apresenta-la é a garantia de construir o futuro que queremos. Como afirma Galeano nessa introdução: "A história é um profeta com o olhar voltado para trás: pelo que foi e contra o que foi, anuncia o que será".

*  *  *

CENTO E VINTE MILHÕES DE CRIANÇAS NO CENTRO DA TORMENTA

Eduardo Galeano
Introdução ao livro As Veias Abertas da América Latina

Há dois lados na divisão internacional do trabalho: um em que alguns países especializam-se em ganhar, e outro em que se especializaram em perder. Nossa comarca do mundo, que hoje chamamos de América Latina, foi precoce: especializou-se em perder desde os remotos tempos em que os europeus do Renascimento se abalançaram pelo mar e fincaram os dentes em sua garganta. Passaram os séculos, e a América Latina aperfeiçoou suas funções. Este já não é o reino das maravilhas, onde a realidade derrotava a fábula e a imaginação era humilhada pelos troféus das conquistas, as jazidas de ouro e as montanhas de prata. Mas a região continua trabalhando como um serviçal. Continua existindo a serviço de necessidades alheias, como fonte e reserva de petróleo e ferro, cobre e carne, frutas e café, matérias-primas e alimentos, destinados aos países ricos que ganham, consumindo-os, muito mais do que a América Latina ganha produzindo-os. São muito mais altos os impostos que cobram os compradores do que os preços que recebem os vendedores; e no final das contas, como declarou em julho de 1968 Covey T. Oliver, coordenador da Aliança para o Progresso, “falar de preços justos, atualmente, é um conceito medieval. Estamos em plena época da livre comercialização...” Quanto mais liberdade se outorga aos negócios, mais cárceres se torna necessário construir para aqueles que sofrem com os negócios. Nossos sistemas de inquisidores e carrascos não só funcionam para o mercado externo dominante; proporcionam também caudalosos mananciais de lucros que fluem dos empréstimos e inversões estrangeiras nos mercados internos dominados. “Ouve-se falar de concessões feitas pela América Latina ao capital estrangeiro, mas não de concessões feitas pelos Estados Unidos ao capital de outros países... É que nós não fazemos concessões”, advertia, lá por 1913, o presidente norte-ameiricano Woodrow Wilson, Ele estava certo: “Um país - dizia - é possuído e dominado pelo capital que nele se tenha investido.” E tinha razão. Na caminhada, até perdemos o direito de chamarmo-nos americanos, ainda que os haitianos e os cubanos já aparecessem na História como povos novos, um século antes de os peregrinos do Mayflower se estabelecerem nas costas de Plymouth. Agora, a América é, para o mundo, nada mais do que os Estados Unidos: nós habitamos, no máximo, numa sub-América, numa América de segunda classe, de nebulosa identificação.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

196 anos do nascimento de KARL MARX.

"Os filósofos apenas interpretaram o mundo de diferentes maneiras; porém, o que importa é transformá-lo".

Karl Heinrich Marx.
05 de maio de 1818.

sábado, 5 de outubro de 2013

Viva o camarada Vo Nguyen Giap!

Ho Chi Minh e Vo Nguyen Giap. Dois humildes gigantes à frente do Partido Comunista, do Exército Popular e do povo vietnamita, derrotando os imperialistas de Japão, França e EUA.


Camaradas,
Com imenso pesar, os comunistas e anti-imperialistas de todo o mundo recebemos hoje a informação da morte, no último dia 4 aos 102 anos, do notável general Vo Nguyen Giap, o cérebro militar que derrotou os japoneses, expulsou os franceses e humilhou os estadounidenses, expulsando-os todos do Vietnam.
As décadas de luta sem tréguas do povo vietnamita contra o colonialismo e a invasão imperialista trazem lições imorredouras e universais para todos os comunistas e anti-imperialistas do mundo inteiro.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

191 anos do nascimento de Friedrich Engels

 

Engels2

Hoje comemoramos os 191 anos de nascimento de Friedrich Engels e trazemos para os camaradas que nos lêem trechos de duas cartas suas datadas de 1890. Na primeira trata da questão da teoria revolucionária do proletariado que estava produzindo com Marx, do materialismo, de sua importância e do rigor com que devemos tratar a teoria.

Segundo ele “A palavra «materialista» [materialistisch], na Alemanha, serve, em geral, a muitos escritores jovens de simples frase com que etiquetam, sem ulterior estudo, tudo e mais alguma coisa, isto é, colam esta etiqueta e, então, crêem ter resolvido a coisa”.

Na segunda carta que reproduzimos aqui, ainda sobre a teoria que ele e Marx produziam, Engels combate a visão mecanicista, ou ainda, economicista que tenta desviar a ciência do proletariado para “algo abstrato, sem sentido e em uma frase vazia”.

Para nós, comunistas, trazer as palavras de Engels expostas nessas cartas é continuar o combate iniciado por ele e Marx contra os desvios que a burguesia tenta impor a luta do proletariado. É a melhor maneira de comemorar uma data tão importante para a luta de classes.

Engels foi um dos gigantes que na luta de classes armou o proletariado e os explorados e dominados de todo o mundo com a arma da teoria revolucionária, arma capaz de iluminar o caminho da revolução e da construção do socialismo e do comunismo

Nossa tarefa é usar esta arma para seguir lutando na construção de nosso partido e da linha justa para a revolução.

Abaixo das Cartas colocamos um link para uma pequena biografia de Engels escrita por Lênin.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Quinze Anos da Chacina de Eldorado do Carajás

Recebemos como colaboração ao nosso debate essa contribuição do camarada António Almeida que, através de uma homenagem aos combatentes mortos na chacina de Eldorado dos Carajás, nos mostra como o aspecto dominante do caráter capitalista da produção do agronegócio vem transformando as forças produtivas ao mesmo tempo em que mantêm a mesma estrutura baseada no latifúndio e acirra a luta de classes no campo. Com as suas palavras podemos dizer que:
“Da mesma maneira e pelas mesmas razões que temos defendido que são tarefas centrais para os militantes comunistas a retomada do marxismo-leninismo e a construção do seu partido, pois tarefas imprescindíveis para o avançar do processo revolucionário no Brasil, podemos afirmar que a correta compreensão da situação do campo, da questão agrária, das complexas contradições da luta de classes pela Terra são também questões integrantes desse mesmo processo revolucionário.”

segunda-feira, 21 de março de 2011

Discurso no Funeral de Karl Marx

Neste mês, vários sítios e blogs lembraram que dia 14 fez 128 anos da morte de Marx. Resolvemos fazer coro com esses camaradas e replicar na internet esse discurso de Engels.
Em todos os lugares desse planeta Marx significa medo e ódio para a burguesia. Onde existem exploração e domínio de classe brota a sua efígie e nela se ascende, iluminando o caminho da luta, aquilo que fez valer a sua vida: a ciência do proletariado, o Marxismo. O instrumento retirado da experiência de luta dos explorados pelos próprios explorados e que, nele, nessa luta, temos o seu maior visionário.
São 128 anos de difamação e infâmia da burguesia para apagar sua memória, desviar a ciência descortinada por ele. Tudo em vão. Basta o açoite ranger nas costas do proletariado, basta subtrair da mesa do explorado o pão feito com o seu suor, para ele voltar como a fênix vermelha.
Não é a toa que nesse momento, nas cordilheiras, nas planícies, nos desertos, nas selvas, nas cidades e nos campos, novos e velhos agrupamentos retomam nas línguas mais variadas, do ponto onde foi parado, avançando onde ainda existem lacunas, as suas palavras:
“(...) Que as classes dominantes tremam à idéia de uma revolução comunista! Os proletários nada têm a perder a não ser suas algemas. Têm um mundo a ganhar.
PROLETÁRIOS DE TODOS OS PAÍSES, UNI-VOS!
Discurso no Funeral de Karl Marx
Friedrich Engels - 18 de março de 1883
Em 14 de março, quando faltam 15 minutos para as 3 horas da tarde, deixou de pensar o maior pensador do presente. Ficou sozinho por escassos dois minutos, e sucedeu de encontramos ele em sua poltrona dormindo serenamente — dessa vez para sempre.