sábado, 7 de setembro de 2013

Denunciar a agressão imperialista à Síria!


“Será necessário perguntar se haveria aí, no terreno do capitalismo, outro meio que não a guerra para remediar a desproporção entre, por um lado, o desenvolvimento das forças produtivas e a acumulação de capitais e, por outro, a partilha das colônias e das “zonas de influência” do capital financeiro?”
Lênin[1]

Mais uma vez a máquina industrial-militar do imperialismo norte-americano e de seus aliados está posta em marcha, preparando sua enésima agressão imperialista a um povo dominado. Dando prosseguimento a mais de uma década contínua de guerras de ocupação, de invasões militares, de bombardeios à distância, do uso de drones assassinos, de agressões imperialistas em diversos níveis, os imperialistas dos EUA anunciaram, agora, um iminente ataque à Síria. Com isso, terão formado uma linha de guerra contínua, que vai da Líbia ao Afeganistão, passando pelo apoio ao golpe militar do Egito, apoio às agressões de Israel à Palestina e ao Líbano, pela invasão e ocupação militar do Iraque e as constantes ameaças ao Irã. 




quinta-feira, 27 de junho de 2013

CONTINUAR NAS RUAS!

Reproduzimos outra mensagem recebida de um colaborador do blog.




Caros camaradas do Cem Flores,

Um fantasma ronda o Brasil. O fantasma do povo brasileiro, das classes dominadas, das manifestações populares. Contra esse fantasma, todo o conjunto das classes dominantes, seus representantes e serviçais se unem, para calá-lo. A burguesia, a Presidente Dilma e seu governo, congressistas, governadores e prefeitos, partidos à direita e à “esquerda”, sindicatos pelegos, a imprensa burguesa e seu clamor pela repressão policial.

Se antes (dizia-se) o povo não saia às ruas, agora que não podem mais evitar querem calar, manipular, difamar, reduzir as propostas ao que é aceitável pelos poderes constituídos da ordem burguesa.

O povo nas ruas, nas ruas deve continuar. Como mais uma vez foi dado o exemplo nesta quinta-feira, 26 de junho, em todo o Brasil.

domingo, 23 de junho de 2013

Eppur si muove!

Reproduzimos abaixo mensagem recebida de um colaborador do blog, com a intenção de estimular a discussão sobre a retomada da ofensiva das classes dominadas na luta de classes.


Caros camaradas do blog Cem Flores,

O povo está nas ruas, no Brasil inteiro, um dia após o outro, aos milhões!

Este fato domina todos os outros. Este é o aspecto mais imediato e central (ainda que tenha causas profundas) da conjuntura da luta de classes no Brasil hoje.

domingo, 2 de junho de 2013

Anti-Dimitrov – Um convite para a continuidade do debate sobre a crise do marxismo.

Recebemos de um grupo de colaboradores do blog a postagem abaixo.


Anti-Dimitrov – Um convite para a continuidade do debate sobre a crise do marxismo.
Ao final do ano passado, este Blog “Cem Flores” reproduziu o artigo denominado “Anti-Dimitrov, um livro indispensável no combate ao revisionismo contemporâneo”, publicado originalmente na página do Primeira Linha em Rede (http://primeiralinha.org/home/?p=13507). O texto é uma análise do livro do dirigente comunista português Francisco Martins Rodrigues, livro fruto de “mais de duas décadas de militância e de reflexão [...] sobre o movimento comunista internacional e as causas de sua degeneração reformista e revisionista”.
Combatendo as teses demasiado simplistas que afirmam que uma viragem para o revisionismo na União Soviética teria ocorrido somente com o XX Congresso do PCUS, em 1956, e na China teria se dado na disputa de poder após a morte de Mao, em 1976, Francisco Martins Rodrigues vai buscar as origens do revisionismo moderno no período anterior a esses dois marcos, definindo como a sua principal tese o “centrismo como o embrião do revisionismo moderno”. Como centrismo deve-se entender: “Entre o declínio da corrente comunista fundada por Lenine e o despontar da corrente revisionista medeou um período centrista, abrangendo os vinte anos decorridos do 7º congresso da IC ao 20º congresso do PCUS, e cuja função foi configurar o revisionismo e preparar o organismo comunista para o receber”.

Acesse o PDF.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Contra o oportunismo, pelo socialismo, para construir o Partido Comunista



Daniel Pereira
05.05.2013

O texto que proponho para discussão com os camaradas e os leitores deste blog, é o discurso do responsável pelas relações internacionais do Partido Comunista da Grécia (KKE), que apresenta, a meu ver, aspectos fundamentais da luta dos comunistas: a começar pela própria necessidade do Partido Comunista, de sua linha revolucionária, para alcançar nosso objetivo de derrubar o capitalismo e construir o socialismo; partido que se construa fundamentalmente entre as massas exploradas, em suas lutas, e especialmente entre os operários e camponeses, nos seus locais de trabalho; partido que se construa no combate contra todas as formas de reformismo e oportunismo; partido que proclame a necessidade de um movimento comunista internacional revolucionário e levante bem alto a bandeira do internacionalismo proletário.

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terça-feira, 23 de abril de 2013

Louis Althusser: ante la muerte de Ernesto Che Guevara


Recebemos de um colaborador do blog o texto da carta do comunista e filosofo francês Louis Althusser ao dirigente comunista cubano e diretor da revista Casa de las Américas, Roberto Fernandez Retamar, enviada poucos dias após a morte do comandante Ernesto Che Guevara, na Bolívia, em 09 de outubro de 1967.
Até onde sabemos, essa carta só foi publicada em sua tradução para o espanhol (que postamos abaixo), pela própria revista Casa de las Américas. Consideramos relevante sua reprodução pela importância das questões levantadas, fundamentais para a análise da experiência revolucionária em nosso continente.


Louis Althusser: ante la muerte de Ernesto Che Guevara

París, 25 de octubre 67
         querido Retamar:
Recibí tu telegrama y tu carta. Te cablegrafié que estoy enteramente de acuerdo con tu proyecto de publicar mi carta a Régis, así como con los términos del chapeau. En efecto, las circunstancias lo imponen.
Me sacudió la muerte del “Che”. Esa muerte trágica, el proceso de Régis y la suerte que le amenaza me producen un dolor y una interrogación lancinantes. No sólo un dolor, sino también una interrogación. Tú me entiendes.

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terça-feira, 2 de abril de 2013

O Segundo Réquiem para Gullar

Reproduzimos abaixo texto do Cem Flores publicado no blog Brado Comunista!
Acesse a postagem original aqui.



O último poema de O Vil Metal chama-se Réquiem para Gullar[1]. No ano passado,  após mais de meio século, Ferreira Gullar fez publicar seu segundo réquiem. Enquanto no primeiro exercia o seu ofício, neste último a poesia sai de cena. Aquele que já se definiu “poeta político” (Omissão, B) agora renega a si mesmo, abandona a esperança e a luta, capitula e trai.

Para que não pensem que exageramos, transcrevemos abaixo os principais trechos dessa fúnebre (não) poesia de Gullar. Pretendemos, em seguida, analisar cada um desses pontos à luz, principalmente, da própria poesia de Gullar e, assim, completar seu obituário. Nesses dias de trocas de papas, podemos voltar ao velho latim e dizer: Requiescat in pace!


Acesse o PDF
*          *          *

sexta-feira, 8 de março de 2013

Telmo Livre

 
 
O sindicalista Telmo Varela, foi solto no dia 06 de março, após meses de mobilização do proletariado galelgo a favor de sua libertação.
 
Acompanhe sua história de luta.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Liberdade para Telmo e Miguel!

Solidariedade a Telmo e a Miguel, prisioneiros do imperialismo espanhol.


4 anos de prisão para Telmo e 2 anos para Miguel!

Com a crise da economia mundial o imperialismo espanhol acirra a exploração e dominação do proletariado e dos povos da Galícia, Catalunha e País Basco, reprimindo a classe operária e sua vanguarda.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013


Por um 2013 repleto de lutas e conquistas.
É isso que desejamos ao proletariado e seus aliados em todos os países do mundo!
É o que desejamos aos camaradas, amigos e colaboradores do Cem Flores.

domingo, 23 de dezembro de 2012

A Crise do Imperialismo Como Ofensiva do Capital na Luta de Classes e a Necessidade da Contraofensiva da Classe Operária


Causas Contrariantes [da Lei da Queda Tendencial da Taxa de Lucro]:
I. Elevação do grau de exploração do trabalho
O grau de exploração do trabalho, a apropriação de mais trabalho e de mais-valia, é elevado a saber por meio de prolongamento da jornada de trabalho e intensificação do trabalho. ...
II. Compressão do salário abaixo de seu valor
... é uma das causas mais significativas de contenção da tendência à queda da taxa de lucro[1] (sublinhado nosso).

A crise do imperialismo, como já vimos afirmando há algum tempo, segue como o aspecto central da conjuntura atual, em que o proletariado vive e luta. Essa conclusão é inescapável a todas as classes dominadas, que sofrem com/lutam contra o aumento da exploração capitalista, seja na forma dos pacotes da Troika na Europa que reduzem salários e conquistas dos trabalhadores, seja nos pacotes de Dilma/Mantega que atendem aos interesses do capital por aqui instalado[2], ambos para aumentar a taxa de lucro da burguesia. Ao redor do mundo se observa que as velhas formas sindicais de luta de classe da classe operária não têm tido resultados em termos de salários e empregos diante da profundidade desta crise. Em vários locais, inclusive, já está se colocando, crescente e explicitamente, a questão das novas formas e dos reais objetivos de luta da classe operária.

Acesse o PDF.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Anti-Dimitrov, um livro indispensável no combate ao revisionismo contemporâneo.


Reproduzimos nesse espaço postagem publicada no sítio Primeira Linha, que traz o artigo “Anti-Dimitrov, um livro indispensável no combate ao revisionismo contemporâneo” com uma análise crítica do livro “Anti-Dimitrov” do dirigente comunista português Francisco Martins Rodrigues.
O sítio é a página oficial da organização comunista galega Primeira Linha, "integrada no Movimento de Libertação Nacional Galego, contribuindo para a edificação mundial da sociedade comunista".
Já publicamos no Cem Flores o artigo A Luta contra o Revisionismo que traz um breve histórico do grande dirigente comunista português Francisco Martins Rodrigues, "uma vida que se orientou desde cedo numa única direcção da qual nunca se afastou: a luta por uma sociedade livre de exploração em que a classe operária pudesse derrubar a burguesia, desenvolver-se e criar o seu próprio sistema de poder".






Anti-Dimitrov, um livro indispensável no combate ao revisionismo contemporâneo.


Carlos Sampaio.

A crise do sistema imperialista iniciada ao fim do ano 2007 e que anuncia a cada dia agravar-se, lançou as classes dominantes sobre as classes dominadas na luta de classe de forma cada vez mais feroz e desesperada para ampliar sua exploração e opressão, e se deparou com a resistência e luta do proletariado e demais classes dominadas, luta das classes dominadas que a cada dia avança por todo o mundo e abre, nesta conjuntura, a perspectiva de sua libertação.

domingo, 2 de dezembro de 2012

A corrupção é inerente ao capitalismo.

"Enquanto a aristocracia financeira legislava, dirigia a administração do Estado, dispunha de todos os poderes públicos organizados e dominava a opinião pública pelos factos e pela imprensa, repetia-se em todas as esferas, desde a corte ao Café Borgne, a mesma prostituição, as mesmas despudoradas fraudes, o mesmo desejo ávido de enriquecer não através da produção mas sim através da sonegação de riqueza alheia já existente; nomeadamente no topo da sociedade burguesa manifestava-se a afirmação desenfreada — e que a cada momento colidia com as próprias leis burguesas — dos apetites doentios e dissolutos em que a riqueza derivada do jogo naturalmente procura a sua satisfação, em que o prazer se torna crapuleux, em que o dinheiro, a imundície e o sangue confluem. No seu modo de fazer fortuna como nos seus prazeres a aristocracia financeira não é mais do que o renascimento do lumpenproletariado nos cumes da sociedade burguesa."


A crise do capitalismo expõe, de forma mais aberta, a podridão da política burguesa. Marx, analisando os fatos da luta de classes na França, já expunha com clareza o entrelaçamento entre a corrupção e o poder burguês, o “renascimento do lumpenproletariado nos cumes da sociedade burguesa”.
No artigo abaixo, que escrevemos e publicamos em julho de 2005, durante o “escândalo do mensalão”, já denunciávamos a corrupção como expressão da fase podre do desenvolvimento capitalista que vivemos:
“A corrupção representa uma das manifestações de como vai se desenvolvendo a luta de classes. Porém, o fato de que a corrupção é inerente ao capitalismo não é, de maneira nenhuma, razão para não denunciá-la. É nossa tarefa denunciar a corrupção, denunciando o capitalismo e sua podridão”.

Leia o artigo completo no link abaixo.


terça-feira, 23 de outubro de 2012

Escolher entre a destruição do capital ou a da humanidade

 
Reproduzimos, por sua importância diante da necessidade para os comunistas de aprofundar a discussão e a compreensão da crise que assola o imperialismo, o texto “Escolher entre a destruição do capital ou a da humanidade”, publicado  em O Comuneiro, revista eletrônica dirigida por Ângelo Novo e Ronaldo Fonseca. O texto publicado é o último capítulo, com alguns acrescentos colhidos no miolo do seu penúltimo livro ‘Démanteler le capitalisme ou être broyés’, Éditions Page Deux, Lausanne, 2011, texto traduzido e com arranjos e subtítulos de Ângelo Novo.
Tom Thomas
Escolher entre a destruição do capital ou a da humanidade
Tom Thomas (*)
O capitalismo é a contradição em ato, segundo a excelente definição de Karl Marx. Por exemplo:
- O capital não existe senão pela sua valorização permanente, mas cada capitalista aumenta quanto pode a sua produtividade, o que, por fim, resulta numa redução do seu fundamento, o trabalho produtivo.

domingo, 29 de julho de 2012

Notas sobre a relação entre o materialismo histórico e o materialismo dialético.


A propósito do texto de Georges Gastaud "o renascimento do materialismo dialético no coração do antagonismo entre revolução e contra-revolução no séc. XXI"


(O texto original em francês de Gastaud e a tradução para a língua portuguesa encontram-se no sítio do encontro Marx em maio, ocorrido entre 3 e 5 de maio de 2012 na Universidade de Lisboa. Link: http://marxemmaio.wordpress.com)

Vantuir Negrão[1]

“La crítica no ha desahojado las flores imaginarias que adornaban las cadenas para que el hombre las siga llevando despojadas de todo ornato de fantasia, sino para que se sacuda las cadenas y tienda la mano hacia la flor viva”. (K. Marx, Crítica de la filosofia hegeliana del derecho)

Talvez não seja demais afirmar que, desde o surgimento do marxismo, o ‘materialismo dialético’ ou ‘dialética materialista’ tenha sido um dos assuntos mais controversos, mais debatidos e ao mesmo tempo mais acessíveis ao revisionismo.
Avançar na compreensão do papel de uma ‘filosofia marxista’ reveste assim de uma grande importância, não somente teórica, mas, sobretudo prática, com reflexos na linha política da revolução.
Os precedentes falam por si: Engels e seu ‘Anti-Duhring’ e Lenin e seu ‘Materialismo e Empiriocriticismo’, textos ‘de combate’, escritos no calor da luta política, com o objetivo de sustentar uma posição materialista em filosofia que demarcasse o marxismo dos vários ataques e, principalmente, da ideologia burguesa que ameaçava penetrar o campo do marxismo.
Segundo citação de um historiador bolchevique contemporâneo de Lenin e reproduzida noutra intervenção deste mesmo Marx em maio:
“Quando Ilitch [ou seja, Lénine] começou a disputa com Bogdánov sobre o assunto do empiriomonismo, lançámos as mãos à cabeça e concluímos que Lénine havia perdido o juízo. O momento era crítico. A revolução retrocedia. Enfrentávamos a necessidade de uma viragem radical das nossas tácticas. E, apesar disso, nesse momento Lénine submergiu-se na Biblioteca Nacional [de Paris]. Sentava-se lá dias inteiros e como resultado escreveu um livro... sobre filosofia. As piadas, as provocações, foram intermináveis. A resposta de Lénine foi Materialismo e Empiriocriticismo”. (Fagundes, J. V., Sobre Lénine e a dialéctica materialista apud. Paul LE BLANC, Lenin and the Revolucionary Party, New Jersey, Humanities Press International, 1990, p. 160.)

sábado, 7 de julho de 2012

Como o Comitê Central da Burguesia decide as medidas de política econômica

 

Ao final de março publicamos neste blog as simbólicas fotos do que chamamos de reunião do Comitê Central da Burguesia, ocorrida dias antes entre a Presidente Dilma, o Ministro da Fazenda Guido Mantega e 28 dos maiores burgueses do país. As fotos são ilustrações perfeitas da validade universal da tese de Marx e Engels contida no Manifesto Comunista: “O Estado moderno não é nada mais que um comitê para gerenciar os negócios da burguesia”.
A partir das discussões de conjuntura com os companheiros do blog, decidimos que era importante analisarmos mais a fundo esse assunto. Aquela reunião deu ensejo a novas medidas do governo, “políticas públicas”, diz o jargão oficial para as medidas que o Estado capitalista toma para favorecer a sua burguesia. E quem diz favorecer a burguesia, diz aumentar a sua taxa de acumulação, sua taxa de lucro, o que não quer dizer outra coisa senão o aumento da exploração da classe operária e demais classes dominadas. E quando vemos, em 27 de junho, que o governo lançou o sétimo desses pacotes em um ano e meio (com o ridículo nome de “PAC Equipamentos”), percebe-se que não se trata de “acaso”, mas do modus operandi do governo e do Estado brasileiros.
No texto a seguir, através de uma investigação detalhada dos antecedentes da reunião do Comitê Central da Burguesia, de suas propostas e das medidas que se seguiram, pretendemos mostrar a quem, de fato, serve o Estado capitalista. Ao mostrar o Estado burguês a serviço da sua burguesia (desculpem o pleonasmo!), esperamos deixar claro o vergonhoso papel de serviçais da burguesia desempenhado pelas atuais centrais e sindicatos, pseudo-representantes dos trabalhadores, e também criticar aquilo que Engels chamava de “crença supersticiosa no Estado”.

sábado, 26 de maio de 2012

Comentário sobre "Um míssil lançado sobre o quartel do revisionismo"

 
Paulo da Silva Gomes
Caríssimos companheiros do blog Cem Flores.
Apesar de leitor deste blog praticamente desde o primeiro momento, esta é a primeira vez que me dirijo a vocês motivado pelo desejo de parabenizá-los pelo lançamento de seus textos em livro.
E não posso deixar passar a oportunidade de concordar que realmente é impressionante a ofensiva da burguesa, aliás, fato criticado e posto a nu por este blog, da “espadacharia mercenária” empreendida por todos os seus aparelhos ideológicos para inculcar a noção de que esta crise é uma crise financeira, coisa de “banqueiros maus” que prejudicam a todos, inclusive os “bons capitalistas” (sic!) que querem investir na produção, criando “emprego e renda”, palavra de ordem dos políticos burgueses. Não digo dos “maus” políticos burgueses porque, vale lembrar, para a classe operária não há bom burguês. Palavra de ordem apropriada de forma leve e fagueira pela nossa pseudo esquerda como sua última novidade teórica.
Toda a imprensa, os economistas, especialistas burgueses, mestres, doutores, toda a universidade se junta aos revisionistas e reformistas em suas variações, para apregoar que temos uma crise financeira e, neste caso, a solução seria o Estado melhor administrar ou gerenciar os bancos ou mesmo estatizá-los, de modo a permitir que o capital dos “bons capitalistas”, aqueles que querem investir na produção, querem “dar emprego”, possa ser aplicado sadiamente.