sábado, 13 de junho de 2009

A crise do imperialismo é a crise da divisão internacional do trabalho



A partir da discussão no coletivo de nosso Blog "Cem Flores..." e da sugestão de inúmeros camaradas que colaboram conosco com suas intervenções, participando da discussão que aqui travamos, decidimos trabalhar para inaugurar, no mais curto espaço de tempo, um sítio na internet que por aclamação, em razão de nossa análise da conjuntura, concordamos de que nada seria melhor do que batizá-lo de "O que fazer?".
Como primeiro passo para montar o sítio queremos apresentar aqui, de forma sumária e esquemática, um conjunto de teses que vimos discutindo sobre a conjuntura da luta de classes na crise do imperialismo, teses que nos propomos coletivamente a desenvolver, precisar e retificar num dos primeiros textos a inaugurar o sítio. Conclamamos a todos os camaradas que participam de nosso trabalho coletivo a contribuir nesse processo

A tese que queremos levantar é:
1. O imperialismo vive uma crise de qualidade e profundidade novas, a crise de uma nova divisão internacional do trabalho.
2. A atual crise do imperialismo tende, a agravar a luta de classes por todo o mundo.
3. A lógica intrínseca à reprodução do capital, desenvolvimento e crise, implica que a cada fase de desenvolvimento se anteponha obstáculos, barreiras, cada vez maiores e, como dizia Marx, "e em escala mais poderosa" a valorização do capital, para ser superado pela nova crise.
4. As seguidas crises dos anos 1970, (1973-1975, 1978) impuseram à reprodução do capital barreira de tamanha monta que não conseguiu ser superada nem pela política de empréstimos dos anos 1970 nem pela política neoliberal que se seguiu.
5. O capital para superar sua crise (as crises dos anos 70 - 1973-1975, 1978) a partir de meados dos anos 80, começa a engendrar uma nova divisão internacional do trabalho respondendo a necessidade de sua reprodução, de sua valorização: manter a taxa de lucro.
6. A nova divisão do trabalho na economia mundial se expressou:
a) no rompimento com as sucessivas transformações/desdobramentos da divisão internacional do trabalho entre dominantes e dominados porque passou a divisão do trabalho desde o processo de formação das condições de surgimento do capitalismo, desde a formação do antigo sistema colonial, e que se fez primeiro, entre metrópoles e colônias, depois entre países dominantes/paises imperialistas, e países dominados.
b) na produção de uma nova divisão internacional do trabalho que vai se dar sob a simbiose das economias dos EUA/China, principalmente, e que vai parquear a economia mundial, determinar novas posições na economia mundial as diversas formações econômico-sociais.

7. Essa nova divisão do trabalho ainda se caracteriza:
a) na tendência crescente de transferência da indústria dos países dominantes, principalmente dos Estados Unidos e mesmo de países dominados que haviam atingido um determinado nível de industrialização, para a Ásia, principalmente para a China a busca de contrarestar a queda da taxa de lucro.
b) na constituição de um mercado consumidor (meios de produção, matérias primas e bens de consumo, inclusive e principalmente, para garantir a reprodução da força de trabalho) compreendido pela construção de um novo setor industrial na Ásia, particularmente na China, e de um novo mercado mundial - exatamente nos países dominantes, principalmente os EUA, assim como países dominados capazes de realizar bens de consumo de media e alta tecnologia, que estavam transferindo sua indústria, se "desindustrializando" no processo, o que quer dizer, aumentando o desemprego e reduzindo a base de consumo - para os bens de consumo produzidos crescentemente na Ásia.
c) na constituição de uma "esfera" financeira [1]
capaz de absorver e aplicar a crescente massa de capitais gerados pela industrialização crescente da Ásia, e principalmente da China, em cima de uma taxa de lucro extremamente elevada nas novas condições de produção. Tanto capaz de financiar (criar credito) não só o processo de transferência da indústria para a Ásia, como de criar credito para garantir a realização desta produção, o consumo crescente de uma produção crescente. Essa mesma esfera financeira também permite, no mesmo processo, a valorização fictícia de capitais.

8. O processo de valorização do capital a taxa de lucro conveniente dentro da nova divisão internacional do trabalho encontrou o seu limite, o seu obstáculo. A crise é a impossibilidade de continuar valorizando o capital à mesma taxa de lucro, "à medida que a taxa de valorização do capital global, a taxa de lucro, é o aguilhão da produção capitalista (assim como a valorização do capital é sua única finalidade),..." (Marx, K. O Capital. Volume IV. Livro Terceiro. Tomo 1. Nova Cultural. 1986, p.183).

9. O obstáculo levantado por essa fase da reprodução do capital expresso na atual crise tende a não ser superado com o desdobramento da mesma divisão internacional do trabalho.
10. Portanto, a tendência é a de que, diante da reação mais ou menos coordenada dos Estados capitalistas a serviço do capital, tentando frear a crise, que esta vá se aprofundando gradualmente e perdure por um largo período de tempo e de que o capital sob o aguilhão da taxa de lucro lute por buscar melhores condições de produção por todo o mundo, e em especial, a baixar o valor da força de trabalho para manter a taxa de lucro.
11. Portanto a conjuntura na qual a crise vem se desenvolvendo tende a:
a) agravar a luta de classes na maioria das formações econômico-sociais que compõem o sistema imperialista, agravando a contradição antagônica fundamental do capitalismo – a contradição burguesia/proletariado – porque força o agravamento da luta da classe dominante para rebaixar o preço da força de trabalho, tanto nos países imperialistas quanto nos países dominados, para permitir, primeiro, as condições de valorização do capital em todo o mundo; segundo, condições ao capital (a produção), nesses países, de concorrer com o capital que se deslocou (a produção) para a Ásia ou Europa Oriental – neste último caso, principalmente os países imperialistas da Europa, etc. - e porque força o agravamento da luta da classe dominada para resistir a este rebaixamento do valor da força de trabalho;
b) gerar novas condições de concorrência entre capitais na economia mundial, forçar os capitais a buscar novas condições de valorização. Gerar novas condições de concorrência entre as novas frações nas classes dominantes (frações do capital), e contradições entre elas, especificamente a concorrência direta entre o capital que participou/participa do movimento/processo de reconfiguração da divisão internacional do trabalho e os setores/frações que restaram com suas indústrias em seus países de origem, tanto imperialistas quanto dos dominados, ainda que de forma diferente nuns e noutros, isto é, contradições entre frações de classe que deslocaram sua indústria ou parte dela, e as frações que continuam produzindo nas condições anteriores. Frações que passam a disputar o Estado em seu benefício. Aqui estamos tratando não só da contradição que se estabelece dentro de um mesmo ramo de produção como também da contradição no geral que se estabelece pela concorrência entre duas frações do capital, disputando o mesmo mercado, produzindo a taxas de lucro diferentes;
c) gerar o agravamento das contradições interimperialistas tendo em vista que países, ou trustes e cartéis, que conseguiram se adiantar à tendência e passaram a produzir em novas condições aumentam suas vantagens sobre outros países ou empresas. O fato de que paises ou cartéis e trustes estão produzindo com maior taxa de lucro tende a acirrar a concorrência, a disputa por mercados e fontes de matérias-primas.

12. Como demonstrou a classe dominada, na luta de classes, a crise não a abateu, ao contrário, ela se lança em ações cada vez mais amplas. É verdade que à maioria dos países falta um partido revolucionário o que vem limitando a capacidade de luta das classes dominadas e é verdade também que ainda não saímos, inteiramente, do período de defensiva da classe operária na luta de classes, diante da crise de sua teoria, crise teórica e prática. Portanto, o que nos cabe fazer é retomar a teoria e a prática do proletariado.

Notas
[1] É necessário criticar a visão que vê na "esfera" financeira uma esfera independente da esfera produtiva. O que Lênin constata no início do século passado, em "O Imperialismo, Etapa Superior do Capitalismo" é exatamente o maior entrelaçamento dessas esferas do capital, sua fusão.

9 comentários:

Walter disse...

No ponto 2 do texto, citando Marx, fala-se em barreiras cada vez maiores, "em escala mais poderosa". Achei que ajudaria nosso debate transcrever d'O Capital o trecho citado (Livro Terceiro, Volume IV, Seção III, Capítulo XV). Segue abaixo:

"A produção capitalista procura constantemente superar essa barreiras que lhe são imanentes, mas só as supera por meios que lhe antepõem novamente essas barreiras e em escala mais poderosa.
A verdadeira barreira da produção capitalista é o próprio capital, isto é: que o capital e sua autovalorização apareçam como ponto de partida e ponto de chegada, como motivo e finalidade da produção; que a produção seja apenas produção para o capital e não inversamente, que os meios de produção sejam meros meios para uma estruturação cada vez mais ampla do processo vital para a sociedade dos produtores. As barreiras entre as quais unicamente podem mover-se a manutenção e a valorização do valor-capital, que repousam sobre a expropriação e pauperização da grande massa dos produtores, essas barreiras entram portanto constantemente em contradição com os métodos de produção que o capital precisa empregar para seu objeto e que se dirigem a um aumento ilimitado da produção, à produção como uma finalidade em si mesma, a um desenvolvimento incondicional das forças produtivas sociais de trabalho. O meio - desenvolvimento incondicional das forças produtivas sociais de trabalho - entra em contínuo conflito com o objeto limitado, a valorização do capital existente. Se, por conseguinte, o modo de produção capitalista é um meio histórico para desenvolver a força produtiva material e para criar o mercado mundial que lhe corresponde, ele é simultaneamente a contradição constante entre sua tarefa histórica e as relações sociais de produção que lhe correspondem."

pcbborda disse...

Acho importante vislumbrar também e principalmente o problema existente entre nós, de que cada crise caitalista é terminal, nos esquecendo que para isso acontecer tem que existir LUTA DE CLASSES. No atual momento, em poucos paises do mundo existe, de fato, luta de classes. O que vemos, na verdade é um massacre dos trabalhadores pelos capitalistas. E esse massacre não se restringe, por óbvio, à exploração do trabalho, mas também à ideologia. Os trabalhadores são iguais ou até mais capitalistas que os próprios capitalistas.
Para sairmos da atual crise, além de sabermos dos problemas do capitalismo, temos que conhecer com perfeição as nossas potencialidades e imperfeições, senão tudo vai se restringir ao terreno das suposições.
Como temos cansado de ver,a cada crise a "esquerda" alega que o fim do capitalismo está próximo. Entretanto, os capitalistas redistribuem os prejuízos e maximizam seus lucros, e assim repasssam aos trabalhadores o débito da crise. Antes, com a crise, por exemplo de 1929, o mundo realmente estava vivendo uma luta de classes, só restando a parte da burguesia luta fratricida para conseguir novos "rendimentos". A partir daí, com o esfacelamento da esquerda, todas as crises foram repassadas aos trabalhadores, sem existir violência inter capitalistas,
Não devemos esquecer que hoje a média dos trabalhadores vive bem melhor que no final do século dezenove, e que, se não houver organixação da luta de classes, os atuais trabalhadores aceitarão de bom grado o retorno de condições similares àquela época. Portanto os capitalistas ainda tem MUITA MARGEM PARA MANOBRAR.
Com isso, precipitadademente, chego à conclusão de que o problema maior não está nas crises capitalistas, que só os favorece, mas sim na nossa desorganização.

Aphonso de Medeiros disse...

"No atual momento, em poucos paises do mundo existe, de fato, luta de classes."
"Antes, com a crise, por exemplo de 1929, o mundo realmente estava vivendo uma luta de classes, só restando a parte da burguesia luta fratricida para conseguir novos "rendimentos"."
A luta de classes não é algo externo às classes, a existência das classes é a existÊncia da luta de classes. O que pode existir é o rebaixamento ou o recuo dessa luta por parte do proletariado. Isto é um problema do ponto de vista prático e teórico. Não nos cabe "fazer juízo", reclamar, cabe, sim, encontrar o que nos levou a isso. Não podemos ficar espantados com o ataque da burguesia nem remeter somente a ela o fato do nosso recuo e, sim, a que política/ideologia/teoria tomamos que nos levou a isso.

Barros disse...

Concordo com você Aphonso, creio que existe uma confusão na questão de identificar a luta de classes, não se pode entender que só exista luta de classes quando a classe ploretaria se reconhece como tal, se ela está organizada e lutando em uma linha justa. O fato é que, enquanto houver classes haverá lutas de classes, essa é a história do mundo e não só do Capitalismo.
Agora a tarefa daqueles que pretender mudar essa realidade é compreender que nível está essa luta, intervir nela para que as condições necessárias para a Revolução sejam apresentadas, intervir respeitando as massas pois é ela que fará a Revolução, são as massas que darão os seus melhores filhos para o processo de transformação da derrubada do Capitalismo e a implantação do Socialismo como fase de transição para o Comunismo.
Dessa forma se faz necessário entender a crise do Capitalismo, pois como podemos observar na própria mídia (só para citar um exemplo!), a ideologia dominante está atuando para que os trabalhadores sejam mais uma vez iludidos sobre a real realidade da produção Capitalista, colocando para os trabalhadores que é também sua tarefa ajudar na saída da crise. Podemos observar também que cresce a ideologia fascista principalmente na Europa, onde se está construindo uma verdadeira “cruzada” contra os imigrantes.
Ou seja, há vários desdobramentos que a crise do Capitalismo trás para a nossa realidade, e como já dizia Mao Tse Tung: Reformemos nossos estudos!

Aphonso de Medeiros disse...

Abaixo segue postagem em um pequeno debate sobre esse texto na comunidade do PCB no Orkut, chamando atenção para aquilo que, segundo minha opinião, seria o central no texto:
"Camaradas,
Valeu a contribuição ao debate.
Só quero salientar algumas coisas:
O texto colocado no blog é a abertura de um debate sobre uma tese que julgamos específica dessa crise: O neoliberalismo não conseguiu contrarestar a crise iniciada desde a década de 70. O que conseguiu dar fôlego a taxa de lucro foi a nova divisão internacional do trabalho que se expressa na simbiose China/EUA, ou seja, na transferência colossal de fábricas para a Ásia, especialmente a China, em busca de uma força de trabalho a custo baixíssimo, financiado pela estratosférica masa de capital financeiro/fictício, que funcionou como moeda de crédito para esse deslocamento. A fase da crise que vivemos é o emperramento da engrenagem dessa divisão internacional do trabalho.
O texto coloca outro aspecto dessa tese: a luta de classes intraburguesa, principalmente do capital que migrou contra o capital que ficou no seu país, bem como das grandes corporações internacionais que dominam os seus estados se agrava. A luta de classes da burguesia para retirar a pele do proletariado se agrava, o que levará/leva a aumentar a resistência proletária no mundo todo. A retomada do marxismo, de seus partidos, as greves, manifestações, confrontos armados, etc são só o início desse levante."

Rafael disse...

Ola Aphonso de Medeiros,
Gostei bastante da enumeração das teses. Contribuem muito para organizar as idéias. Algumas teses achei pouco claras, o que é normal, pois teses são sempre concisas. Gostaria de contribuir com o debate tentando precisar algumas teses, mostrando o que entendo por elas, o que pode mesmo demonstrar discordâncias.

Ponto 4: acho que aqui é melhor precisar o que é uma “política neoliberal”, talvez na forma de uma nota. Se ainda quisermos ficar com este conceito, entendo por ele o rebaixamento da força de trabalho e a desoneração tributaria do capital. É uma definição meio fora de moda, pois geralmente se entende por neoliberalismo um mito de “retirada do Estado da economia”.

Ponto 7: a nova DIT
a) A exportação de capital característica da fase imperialista passa tendencialmente a se dar na forma de transferência crescente da indústria...
b1) a reprodução das relações de produção na China e nos demais paises asiáticos depende da reposição de forcas produtivas, em parte, garantida no próprio processo produtivo destes países, principalmente no que diz respeito a instrumentos de trabalho (máquinas). Outros itens que compõem as forcas produtivas são repostos por outros países a depender da luta de classes nesses países, que permitam a produção numa taxa de lucro elevada. Assim diferentes países ajustam-se de modo desigual a Divisão Internacional do Trabalho. No caso do Brasil...
b2) a venda das mercadorias produzidas na China (processo de realização da mais-valia) encontra possibilidades limitadas na própria China. A “vantagem” do operário chinês consiste justamente no seu salário miserável que impede que ele consuma além do seu nível de subsistência, ou mesmo que ele atinja um nível de subsistência. EUA e Europa cumprem o papel de mercado consumidor na DIT. A possibilidade de realização destes últimos paises também é limitada, pois se encontram num processo de desindustrialização promovido pela própria DIT, portanto com aumento do desemprego e deteriorização salarial.
c) Segundo Lênin, a fase imperialista é de unidade entre o capital bancário e o capital industrial, unidade esta chamada de capital financeiro. É preciso analisar o desenvolvimento desta unidade. A exportação de capitais apresentada nos itens anteriores não seria possível se a expansão de crédito. A reprodução de capital em escala mundial depende, portanto da constituição...

Ponto 12: Na organização da luta contra a exploração capitalista na fase atual é preciso reconhecer um predomínio da ideologia burguesa – nas suas múltiplas variantes, principalmente o reformismo – mesmo entre aqueles que se “intitulam” revolucionários. É o que abordamos como crise do marxismo. Que a luta operária se dê nos limites da ideologia burguesa, constitui uma tendência na atual crise (por mais “ampla” que a luta seja). Para reverter esta tendência (uma contra-tendência) o que nos cabe fazer é retomar a teoria e a prática do proletariado.

Rose disse...

Segundo uma carta de Marx a Pavel:
"...O sr. Proudhon está tão pouco dentro da verdade que descura aquilo que os próprios economistas profanos fazem. Para nos falar da divisão do trabalho, ele não precisa de falar do mercado mundial. Ora bem! A divisão do trabalho, nos séculos XIV e XV, quando não havia ainda colónias, quando a América não existia ainda para a Europa, quando a Ásia oriental só existia por intermédio de Constantinopla — não havia ela de se distinguir de alto a baixo da divisão do trabalho do século XVII, que tinha colónias já desenvolvidas?

Não é tudo. Toda a organização interna dos povos, todas as suas relações internacionais, serão outra coisa do que a expressão de uma certa divisão do trabalho? E não haverão elas de mudar com a mudança da divisão do trabalho?

O sr. Proudhon compreendeu em tão pequena medida a divisão do trabalho que nem sequer nos fala da separação da cidade e do campo, que, na Alemanha, por exemplo, se efectuou do século IX ao século XII. Assim, para o sr. Proudhon essa separação deve ser lei eterna, pois não conhece nem a sua origem nem o seu desenvolvimento. Ele vai-nos falar em todo o seu livro como se esta criação de um certo modo de produção durasse até ao fim dos tempos."
Faço publicar esta citação pelo fato de que acho relevante a defesa, e mesmo a compreenção, das teses levantadas por este blog da crise do imperialismo.Ao buscar de forma "justa"- não sei se é a melhor palavra- analizar a crise do imperialismo apartir da teoria marxista.Digo isto, não só, pelo fato diversas publicações por parte da economia politica burguesa,para nos confundir, mas tambem pela grande confusão na qual está metida grande parte das publicações ditas de "esquerda"ou até mesmo "marxistas" que ha muito abandonaram a teoria e sua necessidade de desenvolve-la e aplica-la a realidade, servindo assim como guia para ação das massas exploradas e seu partido.
Gostaria de contribuir mais neste comentario mas penso já está muito longo e paro por aqui.Até uma proxima vez

L. Rafael Nolli disse...

Muito elucidativo o texto. Uma ótima fonte de pesquisa, para quem quer entender a questão marxista nos dias de hoje, diante de um mundo como o que temos. Ótimo blog.

Carlos Pedro disse...

Veja também:
http://institutocaiopradojrmg.blogspot.com/

abraços

carlos